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sábado, 10 de agosto de 2013

Governo seleciona 700 médicos estrangeiros para atuar no SUS

Balanço do Ministério da Saúde deve ser divulgado neste sábado.
Maioria dos selecionados é da Espanha, Argentina e Portugal.

Do G1, em Brasília
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Info Mais Médicos V4 6.8 (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Ministério da Saúde informou que cerca de 700 médicos estrangeiros foram selecionados para trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) dentro do programa Mais Médicos, que visa ampliar o número de profissionais em municípios do interior e na periferia das grandes cidades.
Eles poderão atuar no Brasil sem fazer o exame de revalidação do diploma de medicina, o Revalida, mas terão autorização para trabalhar especificamente na rede pública e em unidades específicas.
Um balanço mais detalhado será divulgado ainda neste sábado (10).
A medida é polêmica e gerou contestações por parte de entidades médicas, inclusive na Justiça, que negou alguns pedidos para suspender o programa. A medida provisória que criou o Mais Médicos está em debate no Congresso Nacional.
Conforme o governo, a maioria dos selecionados é da Espanha, Argentina e Portugal. O contrato terá validade de dois anos.
Os estrangeiros escolhidos terão até segunda-feira (12) para entrar no sistema e indicar se aceitam ou não a cidade para a qual foram selecionados.
Pelas regras do programa, os profissionais passarão por um período de três semanas de preparação no Brasil antes de começar a trabalhar, o que deve acontecer ainda em setembro.
Durante a preparação, eles terão aulas de português, vão estudar o SUS, os procedimentos e medicamentos usados na saúde pública brasileira, e estarão sob avaliação.
Cumprida essa etapa, os estrangeiros irão trabalhar. Cada médico terá um supervisor vindo de uma universidade federal que fará visitas periódicas - ainda não há definição sobre a frequência desses encontros. O supervisor também ficará à disposição para tirar dúvidas por telefone ou internet, segundo o ministério.
O foco do Mais Médicos é na atenção básica, ou seja, consultas, tratamento de doenças e prevenção. Procedimentos mais complexos como cesarianas e cirurgias ficarão a cargo de outros médicos, que fazem o chamado atendimento secundário.
O Mais Médicos teve demanda de 15.460 médicos para 3.511 cidades. Só 938 profissionais brasileiros (6% do total) foram selecionados na primeira rodada, número que deve aumentar com as próximas etapas de seleção.

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