Empresário e presidente do grupo Abril morreu neste domingo (26), aos 76 anos. Velório é realizado no crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo
Personalidades das áreas política, econômica, jornalística e empresarial destacaram o empreendedorismo e a defesa da liberdade de imprensa do presidente do Grupo Abril, Roberto Civita , durante o velório do empresário no crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, onde o corpo é sendo velado.
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A viúva Maria Antônia Civita, durante velório do empresário Roberto Civita, na Grande São Paulo
“É uma perda para a imprensa do País. O Roberto pertencia a casta dos grandes quadros da imprensa brasileira como o Frias e o Marinho. Ele tinha o jornalismo na sua alma. O pai queria que ele fosse outra coisa, mas ele foi jornalista”, disse o empresário Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, presidente do Sistema Firjan.
Já o senador Eduardo Suplicy falou sobre a importância de Civita para a liberdade de expressão: ”Roberto Civita deu uma colaboração extraordinária como, editor, jornalista e líder do maior grupo de revistas do Brasil que editava, em especial, a Veja e a Exame. A Veja tem sido uma crítica severa do meu partido (PT) e de mim próprio, mas é importante no contexto da liberdade de expressão. Roberto Civita foi um baluarte na defesa da liberdade de expressão”.
O presidente do conselho de administração do Bradesco, Lázaro Brandão, também lamentou a morte do empresário: “É uma perda grande. Ele tinha uma capacidade excepcional de formar opinião pública e uma vontade térrea de realizar coisas objetivas”.
O vereador Andrea Matarazzo disse que Civita “era um empresário muito competente e com espírito de liberdade”.
Embora Civita não fosse um judeu praticante, ele frequentava a sinagoga: “É uma perda pessoal para o Brasil e para o jornalismo”, disse o Rabino Henry Sobel.
O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, também prestou sua homenagem ao empresário: “O maior legado dele foi acreditar no Brasil”.
Também estiveram presentes no velório: Abram Szajman, presidente da Fecomércio; Rogério Fasano, empresário; João Saad, presidente da TV Bandeirantes; Eugênio Staub, empresário; Alberto Goldman, ex-vice-governador; Pedro Moreira Salles, banqueiro; Roberto Irineu Marinho, empresário; Gilberto Leifert, presidente da Conar; Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente e Aécio Neves, senador e Fernando Haddad, prefeito de São Paulo. O corpo será cremado às 17h.
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